A comunidade CrossFitter

Em tudo o que mexe nesta vida, há o bom, o mau e o péssimo. Há os que são pro e os que são contra. Há os obcecados e os detratores. Há informação e ignorância.

Hoje, ía escrever sobre as muitas críticas que se fazem ao CrossFit, mas comecei a lembrar-me do que o CrossFit tem de melhor e rapidamente perdi a vontade de falar de coisas negativas. Não se preocupem, senhores anti, lá iremos proximamente.

Quando interiorizámos que queríamos seguir em frente com o projeto da box, os crossfitters que treinavam connosco ao ar livre foram os primeiros a apontar caminhos e a propor soluções, desde a questão do financiamento ao do espaço físico onde se localizaria a box.

Foram também eles que, num sábado de julho solarengo, trataram de desempacotar os quilos de equipamento que enchiam uma das salas da box, que montaram o que era necessário, limparam e arrumaram. Foi apenas justo que lhes tivéssemos dado a oportunidade de estrear o material novinho em folha, acabado de chegar de terras do Tio Sam. A colocação do chão foi das tarefas mais trabalhosas, e logo caíram mensagens a oferecer ajuda nas poucas horas do dia que ainda tinham disponíveis, após o trabalho.

O que distingue os crossfitters é muito mais a sua abertura ao outro do que a sua capacidade física, prova disso é que na mesma aula se misturam atletas de diferentes níveis e convivem todos sem preconceitos.

O coach fez anos no início de janeiro e a box encheu-se de surpresas preparadas com todo o cuidado, desde a decoração ao presente, do WOD feito à medida para o aniversariante às delícias gastronómicas pós-treino. Tudo pensado e executado pelos nossos crossfitters.

A box tornou-se parte ativa da vida destas pessoas – de cada vez mais pessoas – e aos já rendidos juntam-se os novos convertidos, que por sua vez trazem amigos e se tornam nos mais recentes até chegarem os próximos.

Estas pessoas vão à box para treinar, mas essa é apenas uma parte da experiência. É naquela hora, tantas vezes prolongada em conversas nos balneários ou na salinha lounge, que esquecemos totalmente o mundo lá fora e nos entregamo a fazer o melhor que conseguimos e a ajudar os outros como podemos, quase sempre “só” com palavras. Já alguém viu isto acontecer num ginásio?!

O que distingue os crossfitters, para mim, é muito mais a sua abertura ao outro do que a sua capacidade física, prova disso é que na mesma aula se misturam atletas de diferentes níveis e convivem todos sem preconceitos.

No CrossFit, o último a terminar o WOD é sempre o mais festejado, porque vemos no outro o esforço e a perseverança que foram necessários para não pararmos.

Felizmente, o mundo está cheio destas pessoas e é (também) por isso que o CrossFit nunca sairá de moda. Amen!

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